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Uma imagem vale mais do que mil palavras │ Doce caçador 

Numa floresta de além mar viviam diversos seres: fadas, duendes, anões, pássaros falastrões e muitos mais. Quem aí reinava não era um homem ou um leão bravio, mas uma coruja de rapina, vigiava, observava, julgava as situações do seu reino.

O seu trono não era de ouro, seu castelo era as altas montanhas que se erguiam em meio às florestas como as torres das mais altas catedrais. Ora meu caro, a coruja não podia escutar muito bem, mas do alto do cume observava tudo. Uma vez por mês saia de seu ninho para atender as necessidades de sua corte.

– Meu rei, peço-te uma audiência. Meu irmão catita roubara parte do meu terreno.

– Não sejas mentiroso camundongo, do alto do meu trono eu observei, fora tu o errado, se apossara de parte do terreno conjugado ,não sejas salafrário. Vai pagar-lhe 5 kg de queijos, eis aí tua sentença.

E assim ia o rei, confiando em sua visão, pois como dizia “uma imagem vale mais que mil palavras”. Será verdade então?

Em um dia a serpente em extrema maldade rastejava para a toca dos senhores coelhos, não era uma visita de cortesia, mas sim um assassinato. O boi sabendo de sua pretensão dá-lhe uma pisada, e assim foi ela que caiu em cilada. O rei vendo esse fato chama todos para o julgamento, e sem enrolação condena o boi à lei marcial, olho por olho e dente por dente. Foi grande o alvoroço na floresta, os bichos condenaram logo o rei, chamaram-lhe de injusto, tratante e indecente. Escutem, pois os fatos, o boi não deve ser condenado à cobra sempre foi conhecida por sua maldade. Todos gritaram em uníssono:

– Morte ao rei coruja.

E todos foram em cima do rei, não sobrara nada, chega de reinado, vamos instituir um parlamento para realizar os julgamentos. As imagens são importantes, mas não são as provas derradeiras.

– Vivam as palavras, vivam as imagens.

Para finalizar vai aqui outro ditado, “o apressado morre sem salário, o sábio vive no atino e o esperto observa tudo”.   

13 comentários em “Uma imagem vale mais que mil palavras │ Doce caçador”

  1. *Domínio da escrita
    A escrita não apresenta muitos problemas. O pretérito mais que perfeito usado em algumas passagens soa um tanto estranho. Desconheço se o seu uso é frequente no Português falado em Portugal, então prefiro omitir considerações a respeito. Nota 2,0
    *Domínio narrativo 
    Achei meio confuso o enredo. Uma coruja que vive no alto de uma montanha observando o que acontece na floresta poderia enxergar apenas o topo das das árvores, ou seja, a extensão verde formada pelas copas. Seria impossível saber o que acontece ao rés do chão.
    Dúvida 1: o camundongo condenado a pagar cinco quilos de queijo ao irmão iria conseguir onde tal produto, já que vive no meio de uma floresta? Como a coruja sabe da existência de tal alimento?
    Dúvida 2: se a acurácia visual da coruja foi suficiente para mostrar o boi pisoteando a cobra, por que não mostrou também a “tentativa de assassinato” contra os coelhos?
    Dúvida 3: como foi possível condenar o boi à “pena marcial”? Existia pelotão de fuzilamento nessa floresta? Ou algum outro recurso desse tipo? Estranho. Nota 1,5
    * Abordagem do tema 
    Apesar do título do conto, não localizei a influência da “palavra” em nenhum lugar. A revolta dos bichos se deveu a uma observação imprecisa por parte da coruja, e não por um confronto entre “imagem” e “palavra”. Nota 0,5
    * Impacto
    A ideia do conto é simpática, mas poderia ter sido melhor desenvolvida. O conflito que levou à decorrocada do rei coruja se mostrou confuso. Boi vivendo em floresta junto com animais silvestres é outro fator de estranhamento. Nota 1,0

    *** Totalidade das notas: 5,0 ***

  2. Domínio da escrita: Texto “fofo”. Quase rimado, tem um ritmo agradável. Precisa ajustar certas coisas, mas nada que tire o brilho de um conto de fadas. Nota 3,0

    Domínio narrativo: É um pouco curto demais, mas fácil de compreender. Mostra apenas uma passagem no que aparenta ser um reino fantástico. Tem ar de conto infantil e vou avaliar como tal. Acho que a passagem final não precisava. É meigo, cativa. Mas, infelizmente, carece de um pouco mais de construção. Nota 2,0

    Abordagem do tema: Traz uma boa dose de lúdico à temática, e faz questão de girar seu enredo em torno do ditado. Fez melhor que muitos aqui. Sim, precisa ser mais bem trabalhado, mas a intenção está bem clara ali. Nota 2,0

    Impacto: Como é um texto curto e simples demais, quase não senti aquele impacto ao ler a conclusão. A frase final destoou um pouco, pois dá a entender que o narrador faz parte da história. Está no caminho certo, só falta se dedicar um pouquinho mais no ritmo da história central. Nota 1,0

    Nota Final: 8,0

  3. Júlio César Vilagran Teixeira

    Domínio da escrita: Há pequenos erros: acentuação, tempos verbais, uso da meia risca no lugar do travessão.
    Nota: 2,5

    Domínio narrativo: O enredo meio que parece não conduzir muito pra lugar nenhum. Não existe um aprofundamento no detalhamento dos personagens, nem um desfecho que cause qualquer impacto mais forte no leitor.
    Nota: 1,5

    Abordagem do tema: Não sei se contempla suficientemente o proposto. Existe a menção ao dito, mas a relação é meio confusa.
    Nota: 1,5

    Impacto: Acho que faltou um pouco pra esse texto trazer uma história com alguma implicação mais elaborada. É curto, os personagens são rasos, o desfecho é inócuo. A antropomorfização dos animais é sempre um campo com um potencial muito rico, mas infelizmente foi pouco aproveitado.
    Nota: 1

  4. Claudia Roberta Angst

    Domínio da escrita: 1,5
    Conto curto escrito de forma leve e ligeira. Vocabulário simples, claro e objetivo. Boa coesão de ideias.
    além mar > além-mar
    Uma vez por mês saia de seu > Uma vez por mês SAÍA de seu […]
    Meu irmão catita roubara > Meu irmão catita ROUBOU
    […] trono eu observei, fora tu o errado > […] eu observei, FOSTE tu o errado
    […] se apossara de parte do terreno > […] TE APOSSASTE de parte do terreno
    Vai pagar-lhe > VAIS pagar-lhe
    […] o boi não deve ser condenado à cobra sempre foi conhecida por sua maldade. > […] o boi não deve ser condenado, pois a cobra sempre foi conhecida por sua maldade.
    E todos foram em cima do rei, não sobrara nada > E todos foram em cima do rei, não SOBROU nada
    Há outros desacertos quanto aos tempos verbais e pontuação.

    Domínio narrativo: 2,0
    Enredo apresentado de forma objetiva, mas sem apresentar diferenças quanto à hierarquia entre os animais. Ambientação feita e personagens construídos de forma, digamos, despreocupada. A leitura flui fácil pelo encurtamento do texto, uma pequena fábula, sem maior desenvolvimento da história.

    Abordagem do tema: 2,0
    O tema proposto foi abordado com sucesso – “uma imagem vale mais que mil palavras” . E como bônus, um novo ditado foi inserido: “o apressado morre sem salário, o sábio vive no atino e o esperto observa tudo”.

    Impacto: Nota 1,0
    O conto não trouxe nada de muito surpreendente ou impactante. O desfecho foi apenas razoável, apesar de legítimo na sua conclusão.

    Nota Total = 6,5

    Parabéns pela participação.

  5. Misael Felipe Antônio Pulhes

    1) Domínio da escrita (nota de 0 a 3)
    NOTA: 1
    [Em Domínio da escrita devem ser abordadas questões referentes à escrita, como revisão, coesão e estilo]

    O conto necessita de revisão. Há um bom número de errinhos. Cito abaixo os que captei na primeira leitura:
    – “Quem aí reinava não era um homem ou um leão bravio, mas uma coruja de rapina, vigiava, observava, julgava as situações do seu reino”. O certo aqui é “… mas uma coruja de rapina vigiava”, sem a vírgula, ou “mas uma coruja de rapina, que vigiava…”.
    – “O seu trono não era de ouro, seu castelo era as altas montanhas”. O correto é: “eraM as altas montanhas”.
    – Em “pois como dizia ‘uma imagem vale mais que mil palavras’…”, falta uma vírgula ou dois pontos após “dizia”.
    – Em “O boi sabendo de sua pretensão…”, a expressão “sabendo de sua pretensão” deve estar entre vírgulas.
    – Em “Escutem, pois os fatos, o boi não deve ser condenado à cobra sempre foi conhecida por sua maldade”, falta um vírgula após “pois” e sobra um acento grave em “à cobra”. Um ponto ou, melhor ainda, um ponto e vírgula, também seria útil para separar o primeiro trecho, referente ao boi, do segundo, referente à cobra.

    Há ainda duas expressões que me soaram bem estranhas:

    1) “Ora meu caro”. Além de faltar uma vírgula após “Ora”, a expressão “meu caro” gera, me parece, uma espécie de ruído no texto. É que o conto se parece muito com uma fábula. A linguagem é corretamente toda impessoal. Até que, de repente, e injustificadamente, aparece essa intromissão machadiana querendo trocar papo com o leitor. E ocorre uma única vez no conto, destoando de todo o resto.
    2) No trecho “não era uma visita de cortesia, mas sim um assassinato”, eu estranhei bastante esse “mas sim um assassinato”. Pode ser implicância boba e, se for, me perdoe. Mas é que, na verdade, se tratava de uma tentativa de assassinato, não?! O próprio período seguinte deixa claro isso: “O boi sabendo de sua PRETENSÃO”.

    Fora esses tópicos, há que se destacar o ritmo e melodia que o autor claramente tentou impôr ao texto. Há trechos onde a tentativa me parece dar muito certo, como:
    “Numa floresta de além mar viviam diversos seres: fadas, duendes, anões, pássaros falastrões e muitos mais” e “Não sejas mentiroso camundongo, do alto do meu trono eu observei, fora tu o errado, se apossara de parte do terreno conjugado ,não sejas salafrário” (observar, no entanto, o erro de DIGITAÇÃO – o que eu nem considero pra nota, claro – em colocar a vírgula colada à palavra “não”, em vez de colada à palavra “conjugado”).

    2) Domínio narrativo (nota de 0 a 3):
    NOTA: 1,5
    [Em Domínio narrativo devem ser tratados aspectos do enredo, da ambientação, construção de personagens, e demais elementos da narrativa]

    É uma boa premissa, um formato agradável (uma fábula, certo?), personagens condizentes. A história não cativa tanto, no entanto. Possivelmente ela funcione melhor com crianças. Uma boa fábula infantil.
    O desfecho me parece criar outro ruído no texto. Para que esse outro ditado? Ok, corrobora a história, mas era necessário? Tudo já não tinha sido dito?

    3) Abordagem do tema (nota de 0 a 2)
    NOTA: 2
    [Em Abordagem do tema deve-se discorrer sobre a adequação e o aproveitamento da temática do certame no texto]

    Criativo o uso da fábula para tratar dum ditado tão conhecido e que que fala justamente sobre imagens, sobre o que se vê. Gravar isso em uma história com animais falantes foi uma boa sacada.

    4) Impacto (nota de 0 a 2)
    NOTA: 0,5
    [E em Impacto o participante pode fazer observações pessoais]

    Não me cativou. Bonitinha, criativa. Mas os ruídos já mencionados na escrita, além do desfecho, e talvez a idade (minha, hehe) fizeram com o que o texto me tocasse pouco.

    NOTA FINAL: 5

  6. Priscila Pereira

    Domínio da escrita:
    Sim, consegue contar uma história, embora sem brilho, só de maneira correta. Poderia ter revisado, lapidado e refinado melhor.
    nota: 1,5

    Domínio narrativo:
    O texto é curto e simplório demais. Mais uma fábula para ensinar uma lição para crianças. Não tem nada de errado com isso, mas em um desafio, espera-se uma história de maior impacto e relevância.
    nota: 1,5

    Abordagem do tema:
    Abordou, embora superficialmente.
    nota: 1,5

    Impacto:
    É até bonitinho, acho que minha filha iria gostar. Mas não me causou grande interesse ou curiosidade.
    nota: 1

    Total: 5,5

  7. Olá, DC. Estranho pseudónimo para um conto onde as personagens são animais.

    Domínio da Escrita

    O autor revela alguma fragilidade na escrita, nomeadamente no coerência dos tempos verbais. Verifiquei também problemas na pontuação e na acentuação. Recomendo uma revisão mais aprofundada dos textos antes de os enviar para estes desafios.

    Domínio narrativo

    O conto centra-se na necessidade de não tomar decisões de ânimo leve, baseadas numa única fonte de informação. Narra em três momentos a ascensão e queda do poder, personificado no rei coruja (personificado? “Passarado” talvez seja o termo mais adequado…). Embora a mensagem passe, poderia ter sido mais desenvolvido.

    Abordagem do tema

    O conto parece contradizer o ditado que pretende servir-lhe de tema. O rei coruja cai em desgraça por basear o seu julgamento apenas em imagens. Achei alguma graça a esta antítese e pode ter sido propositada.

    Impacto
    O primeiro requisito para um texto impactante é não ter grande erros ao nível da linguagem, que é precisamente o problema deste texto. Poderia ter sido mais desenvolvido. A acção surge de forma abrupta, o que num texto curto como este é complexo.

    Avaliação

    Domínio da Escrita (0 a 3): 0,5
    Domínio narrativo (0 a 3): 1
    Abordagem do tema (0 a 2): 1
    Impacto (0 a 2): 0,5

    Nota final: 3

  8. Fantastic Mr. Fox

    Domínio da escrita: 1,00 – erros de pontuações, repetições em curto espaço.
    Domínio narrativo: 1,00 – citações dos personagens sem desenvolvimento.
    Abordagem do tema: 0,50 – citações sem desenvolvimento.
    Impacto: 0,5 – muito rápido, nada ficou.
    Total: 3,00

  9. Eudes de Pádua Colodino

    Domínio da escrita: Em geral bem escrito, mas com alguns erros que poderiam ter sido sanados com uma boa revisão. As frases e os parágrafos tiveram intervalos confusos. Nota: 1,0.

    Domínio narrativo: Conto curto, o que não é um problema em si, mas foi apressado, abreviando demais a descrição do espaço e das personagens, tornando-as superficiais. Deveria ser mais bem trabalhado, pois a fábula merecia. Tinha tudo para ser de Esopo, mas infelizmente não foi. Nota: 1,0.

    Abordagem do tema: Abordou o tema do desafio muito rapidamente e, no fim, parece ter se perdido na correlação entre o ditado e a mensagem. Nota: 1,5.

    Impacto: Uma fábula! Adoro fábulas e as reflexões morais que elas trazem, acho que toda criança e adulto deveria ter mais contato com elas. Gostei da escolha, pena que os problemas que senti em sua leitura e comentei nas categorias acima atrapalharam bastante seu impacto em mim. Nota: 0,5.

  10. Olá, Doce Caçador.

    Domínio da escrita 1,0
    Um conto curtinho e ligeiro. O problema é que, em contos curtos, os erros chamam mais a atenção e acabam por incomodar. Pleonasmos (coruja de rapina), concordâncias (seu castelo era as altas montanhas), umas crases e vírgulas estranhas. Com certeza, uma revisão mais atenta beneficiaria muito o seu texto.

    Domínio narrativo 2,0
    É um texto bem estruturado, com começo, meio e fim e, como toda fábula, traz uma moral ao final.

    Abordagem do tema 2,0
    Conto dentro do tema.

    Impacto 1,0
    É uma fabula graciosa, mas infelizmente, não ganhou meu coração. O tema está presente, “uma imagem vale mais que mil palavras”. Mas, comumente, este ditado se refere a observar mais os atos do que as palavras, que podem ser vazias. Já o conto leva este ditado a uma outra interpretação: a observação apenas do gesto, sem considerar o contexto. Entendi, mas soou meio confuso.

    Nota: 6,0

  11. Diógenes Carvalho Veras

    Domínio da escrita: faltou fazer alguma revisão para corrigir algum erro de digitação e sintaxe. Pouca coesão, e o estilo deixa a desejar. Nota 1,5.
    Domínio narrativo: Em princípio o enredo parece interessante, mas logo se perde pouco a pouco em incongruências surreais; ambientação não tão descritiva, mesmo para um conto curto; a construção das personagens é satisfatória. Nota 1,5.
    Abordagem do tema: parecendo o conto ser alguma fábula, não ficou muito claro o aproveitamento da temática no texto. Nota: 1.
    Impacto: necessita maior cuidado nos detalhes da escrita. Nota 1.

  12. Doce caçador, tudo de bom pra ti
    Domínio da escrita: Tem uns poucos erros, falta um pouco de coesão. O autor colocou um ditado solto que não condis com o arco narrativo. Para finalizar vai aqui outro ditado, “o apressado morre sem salário, o sábio vive no atino e o esperto observa tudo”. Sem essa parte o conto teria ficado bem melhor. O estilo é bom.
    Domínio narrativo: A construção dos personagens é boa, a ambientação também é legal. O dialogo é bom e tem boa movimentação.
    Abordagem do tema: Foi médio, como já comente, o conto não foi construído em cima de um ditado. Boa sorte no desafio.
    Impacto: Não me impactou, achei a trama simples.
    Domínio da escrita: nota 1
    Domínio narrativo: nota 1
    Abordagem do tema: nota 1
    Impacto: nota 0,5

  13. Domínio da escrita Bom Nota 1
    Domínio literário Bom Nota 1
    Abordagem do tema Bom Nota 1
    Impacto Bom – poderia ter explorado melhor o meio e o fim. Nota 1

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