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O cara acalorado de carbono acompanhando o fio pálpebra │ Fantastic Mr. Fox 

As sobrancelhas fartas com fios, figurativamente espessos, sombreavam o intuito contemplativo da revisão.

Os desgastes das revistas películas geravam o retrocesso em si.

O conta-gotas estava diluído, tanto nele quanto n’outro dele, bem na bolota no meio da cara-metade de paisagem.


O cara parecia grotesco, suas pálpebras arqueadas, pilosas, rebuçavam os já recônditos olhos entreabertos.

Com um vendo o outro.      

Vendado.

Assim, seus pelos eram amassados adentro.

Entregue a tangencial composição dos fios dentro d’olhos.

  

A sutileza sempre cega.


Tentando fazer um pedido, frustrado, passava o dedo n’olho salvando, talvez, o fio desgarrado. E, ou, solavancando a gastura.


O toque revive entre o afeto e


Se na mão parecia um sôfrego vencido.

Um sopro do pelo despetalado. 


Novamente, socando a si mesmo, as mãos espremiam, com movimentos anti-horários, o ciclo pressupondo de breu, deixando as absconsas ilusórias cintilantes.

     

Uma mescla invadiu o sulco arcaico das suas árduas linhas doutros idos claros, já calcários.

Ele enxergou aquilo que reolhou das suas rememoradas linhas alvescentes.

O fragmento fazia sentido. Novamente, o todo confuso o impressionava, novamente.

O mesmo expressionista de si próprio.

A caligem na palma da côncava exangue lhe demonstrava o antagonismo do convexo d’água:

“Aparentemente, seu – não – mostrava o quanto se reenxergava na desconfiguração de si na curva anélita consoante a tantas outras do mesmo formato ou deformação, aparente”.


O ventilador de teto estaria no redemoinho do seu próprio inferno calorífico, senão estivesse desfuncionalizado.

Parado.

Paralelo ao oh-rizonte do forro.

Suas linhas, as quais deveriam ser rotacionais, não existiam.

O niilismo sobre os orbes, daquele analítico, predizia o conceito da trajetória do movimento dos globos de ramificações nervosas, avermelhadas, trincadas, em si.

Contínuo.

Relativo à profundidade.

O fluxo inconsciente revia toda a inexpressão.

Ínvias sobre sobreposições.

O carbono vinha reverberado pela parte donde o circunscrito evitava.  

Não necessariamente era o elemento e, sim, a reassociação décor.

Questão preenchida automaticamente poruma falta de hélice.


A falta infinda.


Talvez demonstrasse três, ou sete pás.


A melancolia ventilava as cinzas.


As poeiras.


Os infernos.


O fio da pálpebra.


Permanecia ele revendo. De novo, inane. Inominando tudo.


Ventava lá fora.


A fonte continuava fazendo tensão superficial na lágrima.


Renascimento lacrimal.


Meus nortes são não nortes. Teria dito ou pensado. Ou os dois. Ou nenhum, já que reescrito.

Tudo que nego olha pra mim.


Pedaço de carbono.


Tenho sempre muitas dúvidas do que seguir. Apesar de indubitáveis nos períodos. 

Eu sigo o sombreamento dos meus olhares.

Deve ser isso. 

O outro antolha pra mim e eu arrosto de volta.

Deve ser isso.


Sobre a vereda cristalina de baixa angulação da extremidade inicial me entrecortei.


Olhar seria sobre a parte alta.

Não sei.


Não vi.

Porém, revejo.

Olho pra baixo, ao solo.


Coisa composta.


Pedaço de carvão.


Ele estava lá.


Ainda me ramificando.


Há muito em mim.


Deve ser isso, deve ser isso. 

7 comentários em “O cara acalorado de carbono acompanhando o fio pálpebra │ Fantastic Mr. Fox ”

  1. O conto “O cara acalorado de carbono acompanhando o fio pálpebra” destoa de todos os outros! É um negócio esquisito, que às vezes parece poesia mal feita. Não apresenta domínio da escrita nem domínio narrativo, não aborda o tema e não tem impacto. Nota 1
    Domínio da escrita: nota de 0 a 3: 0,5
    Domínio narrativo: nota de 0 a 3: 0
    Abordagem do tema: nota de 0 a 2: 0
    Impacto: nota de 0 a 2: – 0,5

  2. Misael Felipe Antônio Pulhes

    1) Domínio da escrita (nota de 0 a 3)
    NOTA: 2
    [Em Domínio da escrita devem ser abordadas questões referentes à escrita, como revisão, coesão e estilo]

    Eu fiquei me perguntando o tempo todo: é uma metáfora? E metáforas são para gente ficar ‘perseguindo o significado’? O conto parece mais uma poesia em prosa, ou melhor: uma prosa poética. Eu gosto disso. Mas esse também é o tipo de texto que me faz perguntar: o autor escreve bem? Mesmo? Há uma clara qualidade na escrita, erudição vocabular… No entanto, também soa ser aquele texto que “passa do ponto”. A habilidade linguística do autor deveria estar a serviço da COMUNICAÇÃO. A mim, pelo menos, o significado essencial da narrativa escapou.

    Há alguns errinhos pontuais de ortografia/digitação também: (i) “Entregue a tangencial”; (ii) “senão estivesse desfuncionalizado”; (iii) “Poruma”.

    Ainda há escolhas duvidosas: no trecho de 3 linhas iniciado por “O toque revive entre o afeto e”, temos a impressão de um versinho poético. Tudo bem. Mas por que uma linha entre o primeiro e o segundo, sendo que, do segundo pro terceiro, não há?

    Além disso, o que seria a ‘brincadeira neologística’ “Paralelo ao oh-rizonte do forro”? Ficamos sem entender.

    Dá a impressão, nesses trechos, que o autor escreve DE SI PARA SI.

    2) Domínio narrativo (nota de 0 a 3)
    NOTA: 1
    [Em Domínio narrativo devem ser tratados aspectos do enredo, da ambientação, construção de personagens, e demais elementos da narrativa]

    Como dito no ponto acima, eu fui incapaz de perceber muito além da ambientação e de algumas coisas sobre o protagonista: um cara melancólico, fechado num quartinho tal como, talvez, um Raskolnikóv, lutando contra uma aparente banalidade, sem sair do lugar, angustiado…

    3) Abordagem do tema (nota de 0 a 2)
    NOTA: 1
    [Em Abordagem do tema deve-se discorrer sobre a adequação e o aproveitamento da temática do certame no texto]

    A culpa pode ser minha, claro, mas, logicamente, fui incapaz de perceber qual seria o ditado em questão e, portanto, não tenho como avaliar como o autor o trabalhou. Só que não consigo eximi-lo de parte da culpa (hehe). Para ser coerente com o dito até aqui, acredito que, mesmo que de forma poética, simbólica, o escritor tem o dever de se fazer entender.

    Impacto (nota de 0 a 2)
    NOTA: 0,5
    [E em Impacto o participante pode fazer observações pessoais]

    As observações pessoais aqui elencadas são um resumo do que pontuei anteriormente. O autor tem claras habilidades no idioma, habilidades poéticas; mas isso não foi capaz de produzir uma narrativa clara (o que não significa simplista). A IMPRESSÃO que me fica – que é o que analisarei nesta seção de IMPACTO – é a de que o autor fez um texto valiosíssimo e sensível para si, mas que criou obstáculos demais para que o leitor o acessasse.

    NOTA FINL: 4,5

  3. Domínio da escrita: 3 — dito e feito: domínio da escrita (mesmo com a ausência de um único espaço entre palavras; proposital?)
    Domínio narrativo: 3 — em uma leitura que me fisga, gosto de aprender novas palavras — principalmente as inventadas!
    Abordagem do tema: 1 — senti falta dos Ditados Populares.
    Impacto: 1,5 — gosto bastante desse conto, me senti um cílio só, desacompanhado… atenção, apenas, ao uso de linguagem capacitista.

  4. A AVALIAÇÃO DO TEXTO O CARA ACALORADO DE CARBONO ACOMPANHANDO O FIO PÁLPEBRA │ FANTASTIC MR. FOX 

     

    Para este texto limito-me simplesmente na questão tem a ver com a pontuação, pois penso que se trata de uma crônica, sendo assim, está além daquilo que m regulamento recomenda.

    Domínio da escrita: 0,5

    Domínio narrativo: 0,5

    Abordagem do tema: 0,5

    Impacto: 0,5

  5. Domínio da escrita 2
    Difícil de avaliar.
    O fato é que o uso de palavras rebuscadas costuma ser sinal de bom vocabulário, mas, quando as palavras estão soltas, sem concatenar ideia, fico na dúvida se elas não estão no texto só porque têm uma boa sonoridade.
    Vou dar o benefício da dúvida.

    Domínio narrativo 0
    Desculpe-me, mas não há narrativa.

    Abordagem do tema 0
    Não vi nem sinal do tema.

    Impacto 0
    Desculpe-me novamente, mas não entendi patavinas.

    Nota: 2,0

  6. Claudia Roberta Angst

    Domínio da escrita: (1,5)
    A habilidade com as palavras existe, assim como notável originalidade de construção frasal, no entanto, a elaboração e apresentação de ideias distorcem o entendimento do leitor. É preciso ler mais de uma vez o texto para conseguir obter alguma nesga de compreensão, o que torna a leitura bastante cansativa.

    Domínio narrativo: (1,5)
    O enredo é costurado com linha forte, resistente à primeira tentativa de compreensão. A ambientação me levou a pensar em algo futurista, ficção científica talvez. Há apenas um personagem, o protagonista/narrador e dele não se sabe muita coisa, a não ser suas sensações, o que talvez até extrapole. A narrativa tem um quê de inovador e experimental que agradará alguns e trará tédio a outros.

    Abordagem do tema: (0,5)
    Não captei qual foi o ditado popular abordado, mas deve estar ali, escondido entre as várias camadas do texto e do subtexto.

    Impacto: (1,0)
    O conto produz impacto, mas não de um modo agradável. Uma leitura indigesta, mas que suscitará apetites pelo gênero de textos mais intelectualizados e densos.

    Nota final: 4,5

    Parabéns pela participação e boa sorte!

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